O vice-governador participa do evento que acontece até esta terça (14)
O vice-governador participa do evento que acontece até esta terça (14)Foto: Paullo Almeida

Depois de o ex-prefeito de Petrolina Júlio Lóssio (PMDB) se declarar candidato ao Governo do Estado, conforme a coluna Folha Política antecipou, o vice-governador Raul Henry (PMDB) defendeu que o correligionário permaneça na frente popular. Ele avaliou que a unidade seria o melhor caminho. Segundo ele, o momento de dificuldade que o estado e o país vive exige um esforço de todos para construir Pernambuco.

"Se estiver todo mundo junto é melhor. Não vou interferir na decisão de Lóssio porque é uma decisão pessoal, mas nesse momento em que vivemos o ideal era estar juntos no esforço para construir Pernambuco", afirmou o peemedebista, nesta quarta-feira (29), no lançamento do Atlas Eólico e Solar de Pernambuco, no Palácio das Princesas.

Perto de se filiar à Rede Sustentabilidade, Júlio Lóssio ensaia uma revanche contra a família Coelho, a quem perdeu o controle da maior cidade do Sertão Pernambucano. A intenção é tirar votos do seu rival: o senador Fernando Bezerra Coelho (PMDB), que anunciou, na semana passada, que vai disputar o Executivo Estadual em 2018.

O parlamentar conta com a possibilidade de ganhar o comando do partido no processo de dissolução do diretório estadual do PMDB contra o grupo do deputado federal Jarbas Vasconcelos. Este defende a permanência da legenda na Frente Popular do governador Paulo Câmara (PSB).

Na prática, a postulação de Lóssio é vista com bons olhos por palacianos porque divide os votos da principal base do senador que é Petrolina. Nos bastidores, a movimentação seria uma reaproximação de Lóssio que passaria pelo apoio à candidatura a deputado do seu filho - Júlio Lóssio Filho. Embora a filiação à Rede seja a mais provável, por haver inclusive uma tendência de a sigla firmar um palanque para Marina Silva no estado, Lóssio conversa também com outros partidos.

"Estou conversando com segmentos partidários que pensam em um projeto novo, seguro e sustentável para o estado. Queremos um projeto para Pernambuco. Precisamos deixar esse ciclo que se criou entre o governo e o G4 (que agora G3-ministros pernambucanos no Governo Temer) e discutir soluções para o estado", disse o peemedebista em referência às candidaturas de Bezerra Coelho, do ministro de Educação, Mendonça Filho (DEM), e do deputado federal Bruno Araújo (PSDB).

Questionado sobre a movimentação de Lóssio e o possível desembarque da Rede da gestão, o governador Paulo Câmara disse que só irá discutir as eleições no próximo ano.

"Não tenho tempo para discutir essas questões. Eu, como governador, não tenho tempo para discutir essas coisas como as pessoas que têm, como Lóssio que está sem mandato", alfinetou o socialista. Lóssio aguarda a definição dos caminhos que a Rede vai seguir no estado para decidir seu futuro político. A conferência estadual será no próximo dia 16.

O partido condiciona o apoio a Paulo Câmara à aliança em torno da candidatura de Marina Silva, que será lançada no próximo fim de semana, em Brasília. No entanto, o PSB, se não tiver candidato próprio (convite feito ao ex-presidente do STF, Joaquim Barbosa), pode também apoiar um nome tucano. A Rede tem esperanças de contar com o PSB porque, em 2014, Marina foi a candidata, com a morte do ex-governador Eduardo Campos.

Desembarque
Mesmo sem uma definição quanto à saída da Frente Popular, o secretário de Meio Ambiente, Sérgio Xavier (Rede) vai desembarcar do governo Paulo Câmara até o fim de dezembro. Ele vai se dedicar a projetos na área de Economia Circular. Antes, anuncia projetos ambientais na pasta.

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