O vice-governador participa do evento que acontece até esta terça (14)
O vice-governador participa do evento que acontece até esta terça (14)Foto: Paullo Almeida

Um dia depois da convenção nacional do PMDB, que aprovou a mudança no estatuto do partido e deu poderes para a executiva nacional dissolver os diretórios estaduais, o vice-governador do estado e presidente estadual da legenda, Raul Henry, mudou de tom. Se antes ele acreditava que haveria “bom senso” e que a alteração poderia ser discutida posteriormente, agora coloca que a decisão já era esperada e que, no final as contas, a Justiça pernambucana é quem dará o veredicto final sobre o imbróglio.

Em coletiva, realizada nesta quarta-feira (20), Raul afirmou que a Justiça Comum em Pernambuco é a grande aposta do grupo liderado pelo deputado federal Jarbas Vasconcelos, para não perder o controle da legenda para o senador Fernando Bezerra Coelho. Na sua visão, o mérito da questão é superior à decisão tomada na convenção da agremiação. De acordo com o peemedebista, a Justiça Comum de Brasília, ao analisar o caso, remeteu o processo para Pernambuco.

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“O juiz (de Brasília), ao receber de volta o processo, reconheceu que a competência não era dele. Tinha dado uma liminar para garantir nossos direitos, mas achou que a competência era da Justiça Comum de Pernambuco, onde já tínhamos uma liminar ao nosso favor”, explicou.

Segundo o gestor, “há um recurso para o segundo grau, que ainda não foi julgado”. “Estamos aguardando o encaminhamento desse processo na Justiça. Como a decisão do juiz aqui é mais ampla e também se pronuncia sobre os fundamentos do pedido, o fato da convenção nacional ter transferido para a executiva o processo de dissolução não muda nada para nós. Já era previsto esse resultado. Já fazia parte do nosso cálculo que isso ia acontecer”, explicou.

De acordo com Raul, existe inclusive uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que orienta os partidos a respeitarem o princípio democrático e suas instâncias inferiores. “É uma questão de mérito e estamos muito tranquilos com relação a isso, porque não demos nenhuma causa para que houvesse a dissolução do PMDB de Pernambuco”, acrescentou.

Por isso, ele está confiante de que não perderá o controle do partido. “Fernando Bezerra Coelho não conseguiu uma palavra de liderança de Pernambuco em defesa do nome dele. Quando Romero Jucá (presidente nacional da sigla) disse que ele iria entrar com seis deputados de Pernambuco, eu disse que queria que colocasse o nome dos seis na ata. Quero ver quem vai descer no Aeroporto dos Guararapes para usurpar a história do PMDB de Pernambuco”, provocou.

"Despedida"
Após Fernando Bezerra Coelho afirmar que o discurso de Jarbas Vasconcelos, nesta terça (19) parecia uma "despedida", Raul Henry criticou a postura do senador. "Claro que não é um tom de despedida. É um tom de justa indignação de quem sofreu um ato de traição e deslealdade", disse.

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