Prefeitura de Catende
Prefeitura de CatendeFoto: AMCS/MPPE

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) deu início, na madrugada desta sexta-feira (16), à segunda fase da Operação Gênesis, deflagrada em dezembro do ano passado e que investiga desvio de recursos públicos e irregularidades em licitações em cidades do Interior. Quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Catende, Iati e Garanhuns. O foco principal desta fase é Catende, na Mata Sul, a 115 quilômetros da Capital. Lá, houve busca e apreensão de documentos, notas fiscais, procedimentos licitatórios e computadores na sede da Prefeitura e na Secretaria de Saúde.

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De acordo com o MPPE, foi preciso usar aríete, alicate, pé de cabra e marreta para abrir portas e armários trancados com cadeados. Também em Catende, a sede da empresa Rodocar foi alvo de busca e apreensão. Já em Garanhuns e Iati, foram alvo as sedes da empresa Rodocar.

A Operação Gênesis 2 foi desencadeada pelo Grupo de Apoio Especializado de Enfrentamento às Organizações Criminosas do Ministério Público (Gaeco/MPPE), com apoio operacional da Polícia Civil. Participaram 42 agentes do Grupo de Operações Especiais (GOE) e da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil, além de 12 servidores e membros do Gaeco.

De acordo com o coordenador do Gaeco, procurador Ricardo Lapenda, o grupo que atua burlando processos licitatórios nas cidades alvo da Operação desviou R$ 18 milhões dos cofres da Prefeitura de Quipapá, também na Mata Sul. No município, o MPPE desarticulou esquema criminoso em 14 de dezembro, na primeira fase da Gênesis. "Há pelo menos sete empresas de fachada envolvidas", afirmou Lapenda. "Vamos continuar com as investigações, por isso temos que manter a cautela e não podemos dar maiores detalhes para não atrapalhá-las", declarou o promotor de Justiça Frederico Magalhães.

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