Levy Fidelix foi candidato a presidente em 2014
Levy Fidelix foi candidato a presidente em 2014Foto: Leo Motta/ArquivoFolha

Após se tornar conhecido por dizer, durante debate na campanha presidencial de 2014, que “aparelho excretor não reproduz”, o novamente pré-candidato Levy Fidélix (PRTB) garante que não mudou. A declaração, dada nesta terça-feira (22), no Programa Folha Política, teve o intuito de contestar o conteúdo da matéria veiculada pela Folha de São Paulo, que sugere uma mudança no seu posicionamento sobre os homossexuais. “Fizeram um pequeno Fake”, criticou.

Segundo a matéria da Folha de São Paulo, publicada nesta terça (22), o pré-candidato diz, em um vídeo publicado pelo Movimento Brasil Livre (MBL), que sua visão sobre o tema "ficou para trás". O jornal coloca, inclusive,  um trecho do vídeo onde Fidélix afirma ter "consciência de que nem todos são iguais".

Porém, ele garante que não reviu suas convicções. “Tenho certeza absoluta que jamais modificaria um pensamento cientifico. Mesmo porque ele é comprovado, né? Mudou alguma coisa sobre a tese de que o aparelho excretor não reproduz? Não mudou nada cientificamente. Então continuo pensando da mesma forma. A Folha ou as pessoas viram em mim um pouco mais explicito quanto à tolerância que sempre tive, que eles não viram uma época, quando disse que dois iguais não geram filhos. Não mudou nada. Continua a mesma coisa. Mas, na época, houve motivação politica contra mim e me colocaram como homofóbico. Como alguém que discriminou. Mas não discriminei”, colocou.

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Porém, mesmo assumidamente contra a homossexualidade, Fidélix afirmou que sempre “deixa as pessoas fazerem o que quiserem com o seu corpo”. “Mas não podem impor a mim a mesma agenda. Então continuo não concordando. Quem sabe fizeram aí um pequeno Fake. Mas é muito bom, porque as pessoas agora viram que a minha posição sempre foi de tolerância e não de radical discriminação, como eles na época me colocaram”, falou o pré-candidato, que já lançou seu novo jingle “Bigodão é a solução”.

Mourão

Defensor dos “valores tradicionais da família brasileira”, Levy acha que figuras como o deputado Jair Bolsonaro (PSL), que também é pré-candidato a presidente, são muito radicais e não favorecem a união da direita. “Bolsonaro pode até não concorrer, pois já tem sete ações contra ele para serem julgadas no dia 15 de agosto. Ele pode desistir”, destacou. Caso isso aconteça, o presidente do PRTB revelou que pode abrir mão de sua postulação e lançar o general da reserva Antonio Hamilton Mourão, que se filou recentemente ao partido e é conhecido por dar declarações polêmicas, em defesa do regime militar.

Confira a íntegra da entrevista no Podcast Folhape:

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