O presidenciável Ciro Gomes (PDT) foi entrevistado no programa No Cafezinho
O presidenciável Ciro Gomes (PDT) foi entrevistado no programa No CafezinhoFoto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco

Visando à demarcação de território na corrida presidencial, o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT), pré-candidato à Presidência da República, mirou no seu virtual adversário e líder nas pesquisas de intenções de votos, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL). O pedetista provocou, em entrevista exclusiva ao programa No Cafezinho, do Blog da Folha, o parlamentar, chamando-o para a briga. “Vou pegar você, Bolsonaro, e vou tirar sua máscara na frente do povo brasileiro”, declarou.

O pedetista destacou a informação de que Bolsonaro poderia não participar dos debates - como vem sendo especulado. “Um candidato que nunca deu um dia de serviço no estado dele (apesar de ter nascido em Campinas, em São Paulo, foi eleito e vive no Rio de Janeiro), é ligado a tudo que mais podre há na política brasileira, que é o MDB do Rio de Janeiro, e homenageou um torturador (Coronel Brilhante Ustra)”, afirmou Gomes. “Vou pegar você, Bolsonaro, e tirar sua máscara na frente do povo brasileiro.”

Apesar do tom contra Bolsonaro, o presidenciável tenta trocar a fama de intempestivo por incisivo e conciliador. Vem dialogando com diversos partidos - DEM, PP, Solidariedade e PRB -, enquanto busca com muito afinco a aliança com o PSB. Ciro Gomes frisou que “a população precisa de alguém que tenha coragem de servir ao povo”, sem se submeter a interesses exclusos. “Eles não podem dizer que sou ladrão, não podem dizer que sou incompetente porque sempre entreguei (o que prometi), então vão dizer que sou bocão, que sou pavio curto. Eu sou indignado. Mas jamais tomei decisão sobre pressão de forma imprudente”, disse.

Segundo o pedetista, há em Brasília um pacto tático entre parlamentares que evitam denunciar para não serem denunciados. À época que foi deputado federal, ele chamou o presidente Michel Temer (MDB) e o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (MDB), preso, de ladrão e sofreu processo de ambos. “Fico de bocão porque vejo as coisas antes e denuncio”, pontuou.

O ex-governador desembarcou, no Recife, na última terça-feira, para se reunir com o governador Paulo Câmara, vice-presidente nacional do PSB, e com o prefeito do Recife, Geraldo Julio, secretário-geral do PSB, no Palácio do Campo das Princesas, e, depois, fez uma visita de cortesia à ex-primeira-dama Renata Campos, viúva do ex-governador Eduardo Campos, morto em 2014. “Tenho que mostrar todos os dias com humildade que eu quero muito isso (aliança com o PSB), compreender as complexidades locais e pedir a Deus que as coisas deem certo”, ponderou.

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