André Campos, presidente da Coppergás, em entrevista à Rádio Folha.
André Campos, presidente da Coppergás, em entrevista à Rádio Folha.Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

A privatização da Copergás foi descartada pelo presidente da empresa, André Campos, em entrevista à Rádio Folha (FM 96,7), nesta segunda-feira (29). "Não está no radar do Governo de Pernambuco a privaticação nem da Copergaás nem da Compesa. O governador Paulo Câmara vê a Copergas como uma empresa que é fator de desenvolvimento do Estado. Hoje não há nenhum sentido na privatização da empresa", afirmou. "A copergás poderá vir a ser privatizada um dia quando todo o estado for atendido".

André Campos destacou a gestão da Copergás, que é administrada por uma Parceria Público Privada (PPP). "Esse modelo é muito interessante porque o estado, que busca o desenvolviomento, pega parceirtos privados para que esses investimentos aconteçam", disse. Segundo ele, a empresa, que tem 51% das ações sob comando do Estado, registrou um lucro de R$ 82 milhões em 2018."E PPP é um modelo muito interessante e eu reputo como um dos motivos do sucesso da Copergás".

Entre os projetos de sua gestão, André destacou o objetivo é que até até o 1º semestre de 2020 a empresa consiga levar gás a Petrolina e Garanhuns.

Bolsonaro - André Campos criticou a relação do governo Bolsonaro com o setor. Segundo ele, o anúncio feito pelo Governo Federal para o segmento não terá resultado prático. "Não existe novo mercado de gás. O Governo anunciou um comitê para acompanhamento para as possíveois mudanças no mercado de gás. Eu aprendi com a política que toda vez que se forma um comitê é para a coisa não andar", disparou.
Campos não enxerga cenário favorável para a diminuição do preço do gás. "Para que o preço do gás caia é preciso cair o preço Petrobras. 65% do preço do gás em Pernambuco é Petrobras, 27% é de impostos federais e estaduais e só 8% é do lucro da companhia", explicou.

Na entrevista, André Campos também comentou sobre o mercado de gás em Pernambuco, a Parceria Público Privada na gestão da empresa, as espeulações sobre a privatização do setor, a relação com o Governo Federal, entre outros assuntos.

Confira a entrevista:


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