Presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que acredita no equilíbrio entre os três poderes em visita à Folha de Pernambuco, nesta quinta-feira (17)
Presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que acredita no equilíbrio entre os três poderes em visita à Folha de Pernambuco, nesta quinta-feira (17)Foto: Alfeu Tavares/ Folha de Pernambuco

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tenta um novo acordo cruzado com PSB e PT para fortalecer sua candidatura à reeleição. O deputado estaria, segundo parlamentares ouvidos pela reportagem, articulando a formação de um bloco da oposição com a presença de PDT e PC do B, que declararam apoio a sua candidatura.

Com isso, PSB e PT - que são refratários à ideia de participar do bloco de Maia junto com o partido do presidente Jair Bolsonaro, o PSL, mas podem entregar parte de seus votos ao candidato - seriam contemplados com posições na Mesa Diretora.

O primeiro ficaria com a quarta-secretaria da Casa, que cuida dos apartamentos funcionais e do auxílio-moradia, e o segundo com um dos postos de suplência.
Assim, Maia neutralizaria as duas principais forças da oposição ao seu nome, e os partidos conseguiriam espaço na estrutura da Casa sem aderir publicamente ao pragmatismo de apoiar o presidente da Câmara no mesmo bloco que o PSL.

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Dividido e com medo de isolamento, o PSB teria interesse na proposta. De outro lado, o PC do B resiste à ideia - que vem sendo aventada também por deputados de partidos como o PSOL, que tentam atrair a sigla para o bloco de oposição mesmo que não haja compromisso em torno de uma única candidatura.

O PT também tem dito que quer atrair PDT e PC do B para seu bloco mesmo que não haja consenso no nome para a eleição da Mesa.

Isso porque, caso seja formado um bloco apenas com PSB, PT, PSOL e Rede, os 98 parlamentares alcançados não são suficientes para que o conjunto tenha direito a uma vaga permanente na Mesa.

Com uma eventual entrada de PC do B e PDT, porém, o número de deputados saltaria para 135 deputados.

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