Líder da bancada do PSB, Tadeu Alencar concorre à recondução ao posto com Danilo Cabral e Julio Delgado.
Líder da bancada do PSB, Tadeu Alencar concorre à recondução ao posto com Danilo Cabral e Julio Delgado.Foto: Arthur de Souza

A bancada do PSB na Câmara Federal decidirá, na tarde desta terça (12), em reunião marcada para as 17h, em Brasília, o nome do novo líder da legenda na Casa. Segundo o atual líder Tadeu Alencar (PSB-PE), no último encontro, realizado na terça-feira da semana passada, foram postos três nomes para assumir o posto. O do próprio Tadeu e dos deputados Danilo Cabral (PSB-PE) e Julio Delgado (PSB-MG).

Mesmo com três nomes disputando internamente a liderança, Tadeu considera esse processo diferente de decisões anteriores, quando havia divergência ideológica entre os proponentes. Foi o caso da condução da ex-líder do PSB na Câmara, Tereza Cristina, que viria a ser destituída pelo presidente da legenda e expulsa do partido, por votar a favor da reforma trabalhista, contrariando decisão da legenda.Tereza hoje é filiada ao DEM e ministra da Agricultura no governo de Jair Bolsonaro.

"É muito diferente do momento anterior onde eu disputei e perdi a disputa, pois estávamos enfrentando setores conservadores que circunstancialmente se encontravam no partido. Aí sim teve uma disputa que precisou de decisão política. Naquele momento teve um peso muito grande na candidatura dela e dos outros que também saíram do partido. Uma situação muito diferente dessa. Qualquer desses três nomes que eventualmente seja indicado pelo conjunto ou pela maioria da bancada, acho que estaremos bem representados. A gente posições políticas muito semelhantes. Claro que cada um tem suas peculiaridades e seus estilos, mas temos posições muito aproximadas", avaliou Tadeu.

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O atual líder da bancada disse vai buscar o diálogo com seus correligionários. "Eu vou, ao longo do dia, procurar os colegas que estão com o nome colocado para a gente ter uma conversa e uma avaliação. Pra saber se vamos levar uma disputa para a reunião ou se vamos ter uma convergência, que é perfeitamente possível, pelo entendimento entre os nomes que estão colocados", disse. "Ao longo da nossa vivência parlamentar temos muitos pontos de convergência e muito poucos de divergência. Então, a gente espera que prevaleça isso e que a gente tenha uma posição de consenso e se, eventualmente, tiver um bate chapa, será natuaral", pontuou.

Sobre a recondução à liderança, Tadeu argumentou que não houve tempo hábil para imprimir sua atuação frente à bancada."Eu fui estimulado por alguns colegas a continuar. É uma nova legislatura e esse tempo de liderança foi muito esvaziado do ponto de vista parlamentar porque tivemos recesso em junho, três meses de campanha e praticamente a Câmara veio voltar a funcionar no final de novembro e início de dezembro. Então, obviamente a gente não teve a oporunidade de dar uma cara e deixar uma marca um legado da nossa gestão a frente da liderança do partido", ponderou.

Sobre sua gestão anterior, Tadeu disse que foi marcada por respeitar posições diferentes. "A gente sempre respeitou a opinião de cada um e conduzimos com muito equilíbrio e imparcialidade e isso foi uma coisa que chamou atenção, inclusive dos novos que estão acabando de chegar na bancada federal, que disseram que se sentiriam confortáveis com minha continuidade a frente da bancada na liderança", frisou.

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