Inaldo Sampaio
Inaldo SampaioFoto: Colunista

O senador Fernando Bezerra pode até estar insatisfeito com o PSB, que não chancelou a ida do deputado Fernando Filho para o Ministério de Minas e Energia e ainda instaurou contra ele um processo ético-disciplinar por ter votado a favor da reforma trabalhista. Mas é improvável que pretenda trocar esse partido pelo DEM, e menos provável ainda que deseje filiar-se ao PMDB que é liderado em Pernambuco pelo deputado Jarbas Vasconcelos. Ingressando nesse partido, o senador teria que se submeter à liderança do ex-senador e isto não passa pela sua cabeça. Ele pode até sair do PSB, mas para controlar um novo partido no Estado. Permanecer nesta legenda, porém, é o seu destino mais provável porque ele é o 1º da fila no “pós” Paulo Câmara para concorrer ao governo estadual. Versões de que poderia abandoná-lo teria por finalidade apenas obter o lugar de vice ou uma das vagas no Senado para o filho, ministro, daí ter aberto também diálogo com a Oposição ao receber ontem em Petrolina o senador Armando Monteiro (PTB).

Cada qual com seu dono
É ridículo cogitar-se de intervenção nos diretórios regionais do PMDB cujos dirigentes não rezam pela cartilha do governo Temer. Em cada um dos 27 estados o partido tem um “dono”, que não se submete a instância nenhuma. O de Pernambuco é Jarbas Vasconcelos, o de Alagoas é Renan Calheiros, o do Pará é Jáder Barbalho, o do Maranhão é Sarney, e assim por diante.

Batalha : Para o ex-vereador Fred Oliveira, a disputa pelo governo estadual em 2018 será travada na área metropolitana. O PSB, diz ele, controla as prefeituras do Recife, Cabo, Paulista e Abreu e Lima, e o PTB as de Ipojuca, São Lourenço, Camaragibe, Igarassu e Moreno.

Contra : O bloco dos peemedebistas que irão votar na Câmara Federal pela aceitação da denúncia contra Michel Temer já conta com 10 parlamentares, entre eles Jarbas Vasconcelos (PE), José Fogaça (RS), Sérgio Zveiter (RJ), Lauro Carneiro (RJ) e Osmar Serraglio (PR).

Reforma :
O deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) proferiu ontem na Casa da Indústria (Recife) sua 58ª palestra em defesa da reforma tributária. Essa reforma é tão relevante quanto a política e a previdenciária, mas sua chance de aprovação é zero por uma razão óbvia: todos os entes federativos querem ganhar e ninguém quer perder. E assim a conta não fecha.

Disputa : Michel Temer agiu como amador (coisa que não é) ao entrar na disputa com Rodrigo Maia pelo passe dos 14 deputados federais que estão insatisfeitos no PSB. Não conseguirá levar nenhum e ainda comprou uma briga desnecessária com o presidente da Câmara Federal.

Parcimônia : No 1º ano de sua gestão (2015), o governador Paulo Câmara gastou com publicidade menos de ¼ do que poderia gastar. Por lei, poderia gastar até 1% da receita corrente líquida de 2014, atualizada monetariamente, mas gastou apenas 0,24%.

Visita : Muito oportuna a visita-relâmpago que a ministra Carmem Lúcia (STF) fez ontem ao Recife a fim de conhecer “in loco” um dos presídios (Curado) mais degradados do mundo.

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