Renata Bezerra de Melo
Renata Bezerra de MeloFoto: Colunista

Presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia trocou impressões com o vice-governador Raul Henry na última terça-feira. O democrata, enquanto presidente da República em exercício, recebeu o peemedebista no Planalto. Não estava satisfeito. Desabafou o desconforto, do qual o peemedebista também compartilha. Em comum, os dois têm o incômodo com a forma como o senador Fernando Bezerra Coelho migrou para as hostes peemedebistas, movimento que rendeu estilhaços para o DEM e para o PMDB-PE. Em Pernambuco, Henry já havia tachado o senador de "traidor". Em Brasília, Maia, anteontem, mirou no presidente Michel Temer. Mas o pivô da queixa era o mesmo: Fernando Bezerra. As palavras de Rodrigo foram duras como as de Raul: “Não podemos ficar levando facada nas costas do PMDB, principalmente de ministros do Palácio e do presidente do partido (Romero Jucá)”.

Referia-se a Moreira Franco e Eliseu Padilha, presentes na filiação de FBC, ocasião na qual levaram falta: Rodrigo Maia e o ministro Mendonça Filho. Mendonça é um dos que tinha o nome ventilado para encabeçar uma chapa majoritária no Estado, assim como é o caso do senador Armando Monteiro. Nessa ala, a travessia de FBC para o PMDB também gerou insatisfação, ainda que silenciosa. Nas coxias, paira desconforto em relação ao fato de Fernando estar "impondo" a candidatura majoritária do herdeiro, Fernando Filho. Antes mesmo de Henry e Maia soltarem o verbo, no PSB, a irritação na bancada já havia ganhado eco na boca do deputado Danilo Forte (PSB-CE). À coluna, ele registrara constrangimento frente ao DEM, com o qual os dissidentes socialistas vinham buscando uma construção "patrocinada" por Fernando Filho. E disparara: "PMDB fica muito grande (no ministério) e não vamos aceitar". A grita de Maia reforça os holofotes sobre o imbróglio referente ao PMDB-PE, ainda sem desfecho.

Reforço na bancada de Lupércio

Dez dias após Professor Lupércio receber Sileno Guedes para formalizar o embarque do PSB em sua gestão, ontem, no gabinete do prefeito, os dois vereadores socialistas, Algério a Nossa Voz e Mizael Prestanista, celebraram a aliança. Uma lacuna na relação era a situação de Algério que não votava alinhado com a base.

Vínculos >
O encontro deu-se por volta das 18h na presença da executiva municipal do PSB e de Sileno Guedes. Algério é casado com Ceça Silva, que foi vice de Antônio Campos.

Tem volta 1 >
O clima já não era bom mas, depois do ingresso de Fernando Bezerra Coelho no PMDB, azedou de vez. Após o ministro Fernando Filho definir como "fatalidade" o rompimento da barragem da Samarco, o correligionário Danilo Cabral reagiu.

Tem volta 2 >
"Realmente foi fatal para 21 pessoas que, fruto da irresponsabilidade da Samarco e da privatizada Vale, perderam a vida, e para o meio ambiente de toda a região. São fatalidades como essa, geradas pela lógica do lucro, que queremos evitar com a privatização da Chesf. O ministro Fernando Filho perdeu uma boa oportunidade de ficar calado", bate Danilo.

Tem volta 3 > Paulo Câmara vai capitanear uma campanha contra a privatização da Chesf com o mote "Não vamos ficar calados". A privatização da Eletrobras foi anunciada há um mês.

Merenda > Continua a repressão policial contra irregularidades em merenda escolar nas prefeituras. Ontem, a PF fez a Operação Mata Norte contra a gestão anterior de Lagoa do Carro, citando informações do TCE-PE. Em julho, foi a Polícia Civil na Operação Comunheiro II, também usando dados do TCE-PE.

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