Folha Política

Renata Bezerra de Melo

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Humberto Costa
Humberto CostaFoto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Diferentes lideranças da PT já ponderam, nas coxias, que não necessariamente eventual aliança na majoritária implicará em chapão para disputa proporcional. Em 2014, sozinho, o PT poderia ter eleito três deputados federais, pelas contas de petistas. A legenda estava, no entanto, coligada com outros partidos, entre os quais o PTB, do senador Armando Monteiro Neto, que encabeçou a chapa majoritária e acabou elegendo quatro deputados federais. Esse cálculo tem pesado. O senador Humberto Costa, que tem atribuído a decisão de ter candidatura própria ou não à Executiva Nacional, observa que independente de coligar ou não, o que o PT precisa "é montar a sua chapa, com chapão ou sem chapão, com aliança ou sem aliança, para que possa eleger sua bancada".

Se, em 2014, o partido tinha condição de eleger três, "por que não pode eleger agora em chapa própria?", indaga Humberto. E emenda: "Se houver candidatura própria, a candidatura não pode ser o que está acontecendo agora, que só se bate no PSB. Os verdadeiros adversários nossos são os que fazem o palanque de Temer, onde está aquele pessoal todo da direita histórica, que nunca aceitou nem (Miguel) Arraes". O senador prossegue: "O que vejo de complicado no discurso dos pretensos candidatos do PT é que esse discurso bate no PSB e esquece de quem são os verdadeiros adversários que temos em nível nacional. Está faltando isso". Em outras palavras, ele resume: "O discurso das pessoas que querem ser candidatas do PT está meia boca. Só ataca o Governo do Estado. Nós somos oposição, tudo bem. Mas eu leio que o maior perigo para Pernambuco é essa aliança que está se construindo aí e contra a qual não há uma palavra". Hoje, quem intensifica a atuação enquanto pré-candidata é a vereadora Marília Arraes, que deixou as hostes socialistas com várias críticas ao PSB.

Um gesto de Henry com Temer
Governador em exercício, Raul Henry estará, hoje, em Cabrobó para receber o presidente Michel Temer, que comparece à solenidade de entrega da estação EBI-2 do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco. O encontro se dá em meio ao imbróglio que envolve a disputa pelo controle do PMDB-PE.

Intervalo > O último encontro de Henry com o presidente deu-se no último dia 6 de dezembro, quando ele e o deputado Jarbas Vasconcelos estiveram em Brasília em reunião com o chefe do Planalto. A questão do PMDB-PE foi à pauta.

Expectativa > À coluna, Jarbas chegou a falar da expectativa de que Temer "não tome partido" e de que considere a relação antiga com Henry. O presidente nacional, Romero Jucá, vem trabalhando para que o senador Fernando Bezerra assuma o comando do PMDB-PE.

Interinidade > Ontem, durante a reabertura dos trabalhos legislativos, Raul Henry optou por deixar a leitura da mensagem a cargo do secretário da Casa Civil, Nilton Mota. O vice-governador observa que o fez após ouvir o presidente da Assembleia, Guilherme Uchoa, e o líder da bancada governista, Isaltino Nascimento.

Espaço do outro > "Como o governador (Paulo Câmara) não foi nos últimos dois anos, achei que era adequado eu também não ir. E essa foi a opinião do presidente da Assembleia e do líder da bancada governista", pontua Henry à coluna.

Corrupção > Retornando de Brasília onde foi conselheiro nacional do MP, o procurador do MPF, Fábio George, foi eleito ontem coordenador do Focco-PE, fórum de combate à corrupção do Estado, que reúne Ministério Público de Contas, TCU, PF e outras 20 instituições.

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