Folha Política

Renata Bezerra de Melo

ver colunas anteriores
Anderson Ferreira, Bruno Araújo e André Ferreira
Anderson Ferreira, Bruno Araújo e André FerreiraFoto: divulgação

Presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo é aliado de primeira hora do prefeito Anderson Ferreira e do deputado federal André Ferreira. Recentemente, o gestor de Jaboatão dos Guararapes recebeu o dirigente nacional do tucanato na casa de praia em Serrambi. Bateram um papo, que envolveu política naturalmente. André, que é irmão de Anderson, não estava na ocasião, mas também foi à mesa com Bruno em outro almoço há poucos dias, quando houve quem brincasse sobre uma possível candidatura do ex-governador Joaquim Francisco à Prefeitura do Recife. A possibilidade, no entanto, foi aventada, considerando Joaquim no atual partido, o PSDB. Mas há uma ideia em paralelo sendo considerada de uma postulação de Joaquim pelo PL, sigla comandada por Anderson no Estado. Essa tese tem a ver com vincular essa candidatura em potencial ao presidente Jair Bolsonaro e ela exigiria, então, uma travessia de Joaquim.

No grupo dos Ferreira, no entanto, uma coisa é certa: isso não se daria à revelia de Bruno Araújo, cujo PSDB tem o governador João Doria como potencial candidato ao Planalto e trilhando, hoje, uma rota de distanciamento de Bolsonaro. O detalhe é que Bruno tem uma relação até de amizade familiar com os Ferreira. André, por exemplo, herdou municípios que eram bases eleitorais de Bruno, a exemplo de São Joaquim do Monte, Canhotinho e Vertentes. Se há uma relação familiar, há também um compromisso de caminharem juntos "seja para onde for". Esse é o entendimento que prevalece nos bastidores. Se não há uma conversa oficialmente aberta sobre eventual migração de Joaquim para o PL, nas coxias, se faz uma leitura de que pode haver uma "sementinha no coração" de Joaquim sobre o tema.

 

"Não será novidade", diz João
Após o ex-presidente Lula conceder entrevista ao UOL na qual defendeu a candidatura de Marília Arraes à Prefeitura do Recife, o deputado João Campos, à coluna, em primeira mão, externou, ontem, posição sobre o assunto: "Não será nenhuma novidade se o PT optar por uma candidatura própria a prefeito do Recife. Tem sido assim em todas as eleições municipais desde a redemocratização, inclusive em 2012 e 2016".
Aceita que... > João prosseguiu: "Neste momento difícil da política brasileira, em que direitos e conquistas sociais estão sendo ameaçados, nós do PSB achamos importante construir a unidade das forças progressistas”. Mas diz que respeita o PT, caso decida deixar a Frente Popular e correr em faixa própria".
...dói menos > Lula considerou, em sua fala, apoio ao socialista, no Recife, só em eventual 2º turno. "Vamos seguir buscando o caminho do diálogo e da construção coletiva de propostas para o Recife, Pernambuco e Brasil", arrematou João Campos.
Sintonia 1 > A fala de João Campos se dá alinhada à do senador Humberto Costa, que tem repisado que o PT costuma ter candidatura própria. O senador, na semana passada, à Rádio Folha, argumentou ser contra o PT "abrir um flanco" no campo da esquerda e defendeu a "polarização da esquerda contra a direita".
Sintonia 2 > Humberto tem observado que o próprio PSB é dividido em relação à aliança com o PT e que Pernambuco é dos poucos locais onde PSB e PT nutrem relação afinada.
De pé > Como antecipamos, Lula reúne, hoje, em São Paulo, lideranças do PT-PE para tratar do Recife. Humberto Costa, Marília Arraes e dirigentes locais devem participar. Será à tarde. 

veja também

comentários

comece o dia bem informado: