Armando Monteiro Neto
Armando Monteiro NetoFoto: Folha de Pernambuco/Arquivo

O pré-candidato ao governo e senador, Armando Monteiro Neto (PTB), amenizou o mal-estar causado pela carta do deputado federal Bruno Araújo (PSDB), divulgada no último sábado. À Folha de Pernambuco, Armando alega que não houve rompimento entre o PSDB e a frente “Pernambuco Vai Mudar”. Com a proximidade da convenção do grupo, marcada para o dia 4 de agosto, no Classic Hall, o petebista acredita ser “natural” essa manifestação de ruídos “numa frente com tantos partidos”. Se dizendo “otimista” sobre a superação desse episódio, ele reforçou que o palanque sempre esteve aberto para o presidenciável Geraldo Alckmin.

Na carta, Bruno manifesta sua insatisfação com a condução do processo de escolha do segundo candidato ao Senado na oposição, alegando que o seu nome sofreu resistência. "Ficou evidente a dificuldade levantada por esse conjunto em dar seguimento ao meu nome para uma das vagas ao Senado, sob argumentos que me reservo o direito de discordar, pois eram de conhecimento de todos desde nossas primeiras tratativas", disse o deputado, no documento. As razões, segundo informações de bastidores, se referem à sua ligação direta com o governo do presidente Michel Temer, no qual o tucano ocupou o Ministério das Cidades - até dezembro do ano passado.

Indagado sobre o episódio, Armando afirmou que "a chapa majoritária não está fechada ainda e nem o PSDB saiu da nossa coligação". "Houve uma manifestação de um certo ruído, mas não é um rompimento. Vamos fazer (a montagem da chapa) de forma tranquila, ouvindo todos os partidos que integram essa frente. É natural que possa ter ruído, quando se tem uma frente com muitos partidos e vai entrando na reta final", afirmou o senador. "Há opiniões e ponderações que muitas vezes podem desagradar de um lado e cabe a nós, que temos essa responsabilidade, conduzir o grupo a um ponto comum de equilíbrio", alegou.

Também se levantou, nos bastidores, a possível divergência entre Bruno Araújo e o deputado Daniel Coelho (PPS) - também cogitado para o Senado - como razão para o conflito com o PSDB. O próprio Daniel, entretanto, voltou a dizer que "não é problema e, sim, solução para o conjunto". "Espero que haja entendimento. Houve um ruído de comunicação, mas entendemos que temos um conjunto consolidado. Vamos chegar a um entendimento próximo. Nunca foi minha intenção (colocar o nome para o Senado). Nunca pleiteei nada. Queremos ajudar o conjunto da oposição. Nossa intenção é ajudar para que a composição seja feita pelo governador", esclareceu.

Apesar de ter o voto declarado para o ex-presidente Lula (PT), Armando deixou claro que o palanque está aberto para todos os presidenciáveis dos partidos que compõem a Frente. "Nós temos um palanque múltiplo. Grande parte dos partidos já apoia o presidente Alckmin. Vários partidos da nossa frente. Nosso palanque é aberto e estará aberto ao candidato Alckmin. Desde o início ele está aberto", afirmou o petebista, que esteve junto com Alckmin no dia 22 de junho, em Caruaru, na presença da prefeita Raquel Lyra (PSDB).

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