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Justiça

STF passa por varredura antibomba na véspera do julgamento de Bolsonaro por trama golpista

Esquema de segurança inclui ainda a colocação de mais aparelhos de raio-x no hall do prédio

Nível de verificação na entrada do edifício onde ficam as turmas do STF também foi ampliado pela equipe de segurança da CorteNível de verificação na entrada do edifício onde ficam as turmas do STF também foi ampliado pela equipe de segurança da Corte - Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Como parte do esquema especial de segurança para o julgamento que poderá tornar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e sete aliados réus por envolvimento na trama golpista após as eleições de 2022, o Supremo Tribunal Federal (STF) realiza nesta segunda-feira uma varredura antibomba na sala da Primeira Turma – onde a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) será analisada.

O procedimento será realizado pela Polícia Judicial e ocorrerá no plenário do colegiado, com capacidade de 126 lugares, além de outros lugares do prédio de cinco andares que abriga, além da Primeira, a Segunda Turma.

O nível de verificação na entrada do edifício onde ficam as turmas do Supremo também foi ampliado pela equipe de segurança da Corte.

Para isso, mais aparelhos de raio-x foram colocados no hall do prédio e a inspeção será ainda mais rigorosa.

Quem for acessar o STF entre terça e quarta-feira com destino às Turmas também passará por uma dupla barreira de entrada.

A primeira delas ficará na entrada do STF situada ao lado da praça dos Três Poderes, e outra do lado de fora do prédio onde ficam os colegiados – no anexo 2-B, informalmente conhecido como "Igrejinha".

Para a imprensa, a Corte colocará cadeiras extras no fundo da sala de julgamentos, e disponibilizará uma tenda onde fotógrafos, cinegrafistas e jornalistas não credenciados poderão ficar. Dentro do plenário, apenas um integrante de cada veículo terá assento disponível.

Nesta terça-feira, a Primeira Turma começa a decidir se recebe, ou não, a denúncia oferecida pela PGR contra Bolsonaro, e ex-ministros de seu governo, como Braga Netto, Augusto Heleno e Anderson Torres.

Eles foram denunciados por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Na denúncia da trama golpista, apresentada pela PGR no dia 18 de março, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirma que Bolsonaro liderou uma organização criminosa que tentou golpe de Estado.

"A responsabilidade pelos atos lesivos à ordem democrática recai sobre organização criminosa liderada por Jair Messias Bolsonaro, baseada em projeto autoritário de poder", escreveu Gonet na denúncia.

De acordo com a PGR, a suposta organização criminosa estava "enraizada na própria estrutura do Estado" e tinha "forte influência de setores militares".

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