ARTESANATO

Salões de Arte e Galeria de Reciclados premiam talentos nacionais na 23ª Fenearte

Peças em cerâmica, madeira, metais e materiais reciclados recepcionam o público na maior feira de artesanato da América Latina

Artesanato com reciclados tem destaque na FenearteArtesanato com reciclados tem destaque na Fenearte - Foto: Daniela Nader

A 23a. edição da Feira Nacional do Negóciodo Artesanato- Fenearte segue até esse domingo (16), com mais de 5 mil expositores. Somando cerca de 180 peças selecionadas, os espaços de arte da feira são lugar de destaque e prestígio para artesãos de todo o Brasil. Seguem em exposição no hall de entrada da maior feira de artesanato da América Latina, onde o público pode prestigiar e votar em suas peças favoritas de cada salão. Para a composição do 18º Salão de Arte Popular Ana Holanda, do 7º Salão de Arte Popular Religiosa e da 16ª Galeria de Reciclados foram selecionadas obras através de rigorosa curadoria voluntária, que também premiou em R$ 8,6 mil, junto com comissões julgadoras, os três trabalhos de maior destaque em cada salão.

No Salão de Arte Popular Ana Holanda e no Salão de Arte Popular Religiosa, os critérios de julgamento foram a referência à cultura popular, originalidade e criatividade. Já na Galeria de Reciclados, além de originalidade e criatividade, foram consideradas também a reutilização e aplicação dos materiais.

O designer Ticiano Sá acredita nos atravessamentos entre arte e ativismo social, e foi por meio deste olhar que conduziu a curadoria da Galeria de Reciclados. “Acreditando na criatividade como agente de sensibilização e transformação social, a Galeria de Reciclados chega à 16ª edição dentro da Fenearte, expondo, premiando e comercializando trabalhos diversos em reconhecimento ao talento e ativismo ambiental que os atravessam.”

Os olhos atentos do arquiteto e colecionador Carlos Augusto Lira - com uma trajetória de mais de 40 anos em contato com a arte popular - guiaram a curadoria do Salão de Arte Popular. Ele destaca as riquezas presentes em Pernambuco e todo o Brasil, e comemora a qualidade artística dos trabalhos apresentados neste ano. Para ele, o salão é uma grande vitrine, espaço de visibilidade, mas para entrar é preciso ter um diferencial. “Tem de mostrar porque seu trabalho marca as pessoas, têm que ter identidade”, declara.

Arte Popular Religiosa difere da Arte Sacra, explica o Frei Rinaldo Silva, curador do salão religioso na Fenearte. Ele lembra que arte sacra é aquela exposta nos templos para celebração do culto divino, enquanto a arte popular religiosa está presente nos outros espaços do cotidiano, nas casas. Destacando a expressão de fé presente na habilidade dos artistas, reitera que "um dos principais objetivos é fomentar a arte santeira, mas não somente na região. Queremos fomentar a religiosidade popular escrita e descrita através da arte”, arremata o curador.

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